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Flagrantes do Momento (1966-03-15)Data de Produção Inicial:1966-03-15Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:“Ao fundo do campo da Senhora da Agonia, por detrás dos barracões existentes junto ao forte de S. Tiago da Barra, situa-se este «lavadouro público»: um grande buraco aberto na terra, um pequeno caudal de água, uma pedra corrida, de cada lado, - e eis um lavadouro de Viana, terra de turismo, capital do mais belo distrito de Portugal, terra de nomeada, capital do folclore! Nem um tanque; nem um muro com pedras individuais, nem, muito menos, uma cobertura. Ali, naquela poça, a gente do popular Bairro da Ribeira, como um enxame, lava a sua roupa. Para aumentar e agravar as dificuldades, o escoadouro das águas não está em condições, e assim acontece esta coisa inconcebível: em volta das lavadeiras que aqui se vêem, não há terra seca; é tudo água e na água elas tem que estar, para lavar a sua roupa.
É claro que não se percorrendo a cidade, como nós o fazemos, para verificar e denunciar ou remediar estas mazelas, não são elas conhecidas e muito menos remediadas. Mas como há em Viana um jornalista que se dá ao cuidado de zelar, quando pode, pelo que é justo e pela defesa dos cidadãos vianenses, aqui estamos a apontar este caso. Para já, um operário bastará para abrir escoadouro para a água que inundou o lugar destinado às lavadeiras; de futuro impõe-se que o lavadouro seja dotado com um tanque, pedras de lavagem e uma cobertura para as chuvas e para o sol. Assim, como está, serve- isso sim! - para que a gente da Ribeira passe os seus tormentos e para que os turistas estrangeiros tirem fotografias «very exciting» e pitorescas... “
Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/10