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Flagrantes do Momento (1966-03-22)Data de Produção Inicial:1966-03-22Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:"Foi, hoje de manhã no Largo das Almas. Junto à porta de entrada da Matriz Velha, essa igreja que foi a principal da vila logo que Afonso III lhe deu o foral, uma mulherzinha tinha montado o seu negócio de castanhas: um grande cesto com elas, ainda cruas; o fogareiro, um tabuleiro, uma lata, um cesto - enfim, uma pobre instalação desse pobre negócio. Para dar nas vistas da freguesia, a mulher foi montar o «estabelecimento» mesmo junto à porta. No momento, chegou o sr. subchefe Ribeiro, da P.S.P. que intimou a mulher a mudar dali a tenda, indo pô-la distante, em lugar mais apropriado. Estávamos lá no momento em que a mulher começava a fazer a mudança dos «móveis», e fixamos o «flagrante». É claro que aquele graduado procedeu com toda a humanidade, dando desconto a dois factos: um, tratar-se de uma pobre e ignorante mulher que não atingiu o que hvia de profanador no facto de ter escolhido tal sítio para montar o seu negócio; outro certamente, o de verificar que toda aquela área, em volta da velha e venerável igreja, está invadida por todos estes vilipêndios. O que devia ser um adro, devidamente resguardado e defendido, é um terreiro onde cada um faz o que quer ali têm pouso os herbanários e bufarinheiros; nos dias de Mercado semanal. A questão é de tirarem a licençazinha camarária; depois podem instalar-se à vontade, que aquilo não é adro de igreja; é terra dos «vendilhões do templo», com a agravante de não haver um novo Messias que os escorrace à vergastada..."Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/17