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Flagrantes do Momento (1966-04-14)Data de Produção Inicial:1966-04-14Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:"Este é um flagrante absoluto: uma mulher do povo, um ser ignorado, sem nome, adoece de repente, cai no lajedo junto aos velhos Paços do Concelho. Sem acordo, aquela pobre de Cristo ali fica; o povo acode, o nosso povo carinhoso, amorável, compadecido; mas igualmente o nosso povo sem cultura, sem conhecimentos... É que, enquanto a pobre mulher estava ali doente e a necessitar de um médico, aquela gente, soltava interjeições, lançava palavras de comiseração, mas ninguém tomava a iniciativa de a leevar ali a dois passos, ao hospital.
- «E não aparece um polícia!» - bradava já a mulher...
Alguém interveio com bom-senso: se querem um polícia, vão chamá-lo que ele anda aí na Praça; é melhor do que estarem a barafustar; mas o que se deve é levar já a mulher para o Hospital e dar-lhe assistência médica... Entretanto o guarda de ronda na Praça apareceu e tomou as providências. A mulher não chegou, felizmente, a dar notícias nos jornais..."
Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/32