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Flagrantes do Momento (1967-05-20)Data de Produção Inicial:1967-05-20Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:"Diz Manuel Roque dos Reys Lemos, nos seus «Anais de Ponte de Lima», não haver dados históricos sobre esse velhíssimo costume ou diversão da «Vaca das Cordas», que se realizava na véspera do «Corpus-Cristi». Conta que no seu tempo, a corrida era feita com uma vaca que, sendo mansa, ficava tão enfurecida depois que o mantinham horas e horas exposta às maldades do garotio e mesmo dos adultos, que investia contra o que se lhe aproximasse.
No nosso tempo com um boi, criado nos campos do Cuto de Gondufe (salvo erro). Na manhã da «corrida», o animal era agarrado à grade da tote sineira da igreja matriz, e toda uma malta se entretinha a acicatá-lo e a enfurecê-lo, como no tempo de Reys Lemos; à tarde, dois grupos de homens, com umacorda atada em cada haste, corriam a «vaca» pela vila; de vez em quando, um dos grupos cedia, e o touro investia contra os atrevidos, ou em direcção ao povo que, nas esquinas e em lugares protegidos, assistia. Era um fluxo e refluxo constante de povo, tomado de pânico quando o touro investia, logo acorrendo levado pela curiosidade. as peripécias são bem de imaginar: correrias, trambolhões, pegas, passes, gargalhadas - gente apreciando das janelas e varandas, - um espetáculo profundamente popular, enfim.
Pelos anos fora, havia muitos em que a corrida não se realizava; depois, a festa reatou-se e, nos últimos anos, tem sido feita.
No dia 24, véspera do «Corpo de Deus», pode ir a Ponte de Lima quem quiser, porque lá terá a festa, com as características que indicamos. "
Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/114