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Flagrantes do Momento (1967-06-16)Data de Produção Inicial:1967-06-16Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:"Numa estrada das vertentes da Serra de Arga, em Orbacem, surpreendemos esta lavradeira que regressava com o cesto da erva para o gado.
O seu trajar é sóbrio, donairoso o seu andar. Elegante naturalmente, o seu corpo juvenil quase adejava, ao ritmo da caminhada.
Sem querer, vieram-nos à lembrança os versos de Anto:
«Ó moças que passais ao sol poente / Pelas estradas ermas, a cantar».
ou então os versos da égloga:
«Descalça vai para a fonte Leonor, pela verdura, / Vai formosa e não segura».
A moça passa por nós e dá-nos as boas-tardes. E nós, ao ficarmos a apreciar o seu andar firme, a sua cinta fina, o seu pescoço ereto, dissemos baixinho, sem ela ouvir:
«Leonor não vai descalça / Nem vai pisando verdura / É seu andar uma valsa / Quanto ao mais, vai bem segura...»"
Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/130