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Flagrantes do Momento (1967-07-04)Data de Produção Inicial:1967-07-04Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:"A beleza bravia da Serra! o homem da planície, aquela que nunca aurin o ar fino da serra: que não descançou na sombra de um penedo ou assistiu à brincadeira de um ribeiro nas fragas milenárias, não pode imaginar a serenidade plena que de nós se apossa, quando mergulhamos na silenciosa e majestosa catedral das alturas. Sente-se o siciar de um vento virgem e, em redor, os sons são solenes como se ali estivesse tocando um orgão místico. Rude? Decerto. É rude a ponte que transpõe o ribeiro; rude o chão, as moradias talhadas sem arte; é rude a vegetação - mas que harmonia e beleza se evolam de todo este mundo indevassado, que beleza profunda a destes ermos tristes e silentes, onde nem se ouve um cantar de grilo ou gorgeio de ave. Onde a nossa sombra é a única companheira da nossa caminha solitária e da nossa meditação sem medida..."Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/138