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Flagrantes do Momento (1967-08-04)Data de Produção Inicial:1967-08-04Nível de Descrição:Documento simples - RecortesSuporte:PapelMenções de Responsabilidade:Costa, SeverinoFunção: Autor da publicaçãoPublicado em:Nome da publicação: Jornal - O Comércio do PortoLocal de edição: PortoÂmbito e Conteúdo:A Duna do Cabedelo
"Isto é elementar; mas que pode a opinião de um jornalista, contra a infalibilidade dos técnicos, que sabem tudo? Digamos: os técnicos, sabem destas coisas mais que nós, é evidente; mas o que sucede é que os técnicos, quando não são eles a descobrir estas coisas, torcem a verdade para por sua vez não darem o braço a torcer...
Há tempos, e por mais que uma vez, denunciamos publicamente e apresentamos uma série de fotografias, mostrando a destruição da duna da mata do Cabedelo, naquele ponto onde a vegetação que a defendia, havia sido destruída e não tinha sido renovada (o tal problema de não se saber a quem essa e outras obras competem). A destruição da duna nesses pontos, tem continuado, e também continua a indiferença e falta de medidas, quanto a novas plantações. Agora o leitor aprecie: esta imagem que lhe oferecemos, é também da duna do Cabedelo, mas uns centos de metros mais a sul da duna destruída. Aqui, como se vê, existe uma densa vegetação que tem resistido aos temporais, e que é constituída por pequenos pinheiros, mimosas e austrálias. A duna, mercê disso, tem-se aguentado e tem mantido a sua altura, tem aguentado a fúria dos ventos. Vê-se assim, dum modo insofismável, que se a parte destruída da mesma duna, mais para Noroeste, tivesse havido elementar cuidado de se fazerem sementeiras e plantações, não estaríamos hoje em face de um problema gravíssimo, que o rodar dos invernos mais graves tornarão. E mais: já aqui denunciamos as destruições praticadas no arvoredo, no local que hoje mostramos em fotografia. Deixem os vândalos à solta, e vão ver o que sucede!"
Idioma/Escrita:PortuguêsCódigo de Referência:PT/MVCT-AMVCT/APSS/SC/3-1/1/3/156